Você já teve a sensação de que vive “na cabeça”? Pensamentos acelerados, tensão constante no pescoço, nos ombros ou na lombar? Sente-se desconectado do próprio corpo, como se estivesse “pairando” ou com dificuldade de relaxar?
Se respondeu sim a alguma dessas perguntas, talvez você esteja com o corpo suspenso — um estado de desequilíbrio energético em que a vitalidade se concentra na parte superior do corpo, especialmente na cabeça, e se afasta da base.
Segundo Alexander Lowen, criador da Bioenergética, isso tem sido cada vez mais comum na sociedade moderna. Fomos ensinados a valorizar o pensamento, a produtividade e o controle mental — mas, nesse processo, desconectamos da base, do instinto, da emoção e da força vital que mora na parte inferior do corpo.
A maioria das pessoas hoje vive com o foco no topo: pensamentos, fala, decisões, desempenho. Enquanto isso, regiões como o abdômen, a pelve e as pernas — que são nossa base de sustentação — ficam tensas, travadas ou até “desligadas”.
Essa energia ascendente cria uma cisão entre corpo e mente, entre razão e emoção. É como se vivêssemos “do pescoço para cima”, nos distanciando de sensações, desejos, prazer e até mesmo da segurança interior.
Para os orientais, o centro vital está no hara (região abaixo do umbigo). Quando estamos conectados a esse ponto, sentimos equilíbrio, presença e confiança. Quando perdemos essa conexão, surgem sintomas como ansiedade, insegurança, medo de falhar ou de se entregar — inclusive ao prazer.
Estilo de vida sedentário e falta de movimento corporal
Posturas rígidas e tensões crônicas, especialmente no abdômen
Respiração curta e superficial (o famoso “respirar pelo peito”)
Pensamento acelerado e excesso de tarefas
Uso excessivo de eletrônicos e sobrecarga mental
Falta de contato com a natureza e com a terra
Não andar descalço (perdemos a conexão sensorial com o chão)
Tudo isso gera um corpo em modo de alerta, que tenta controlar tudo com a mente, mas que vive desconectado da própria energia vital.
Na Terapia Corporal, usamos o termo grounding para descrever o estado em que o corpo está conectado ao chão, presente no aqui e agora, com os pés firmes e a energia bem distribuída.
É quando a energia volta a circular de forma natural: da cabeça ao chão e do chão para cima.
É quando o corpo respira, sente, relaxa, se entrega — e recupera a espontaneidade e o prazer de viver.
Estar “aterrado” é mais do que uma metáfora. É literalmente estar enraizado na vida, com presença, segurança e fluidez.
A boa notícia é que esse estado pode ser recuperado com práticas simples e consistentes. A Terapia Corporal utiliza movimentos, respiração e consciência corporal para desfazer tensões, reorganizar o fluxo energético e trazer o corpo de volta ao seu eixo natural.
✨ No Curso Online de Movimentos Terapêuticos, você vai aprender:
Como ativar o grounding no dia a dia
Como liberar tensões acumuladas na pelve, abdômen e pernas
Exercícios para restabelecer o fluxo energético de cima para baixo
Como a reconexão com o corpo ajuda a reduzir ansiedade, aumentar a vitalidade e a confiança
E como voltar a sentir prazer, presença e equilíbrio em seu corpo
Um corpo com grounding é um corpo que confia.
Ele não precisa se segurar — ele se sustenta.
🌿 Se você sente que está “no ar”, desconectado de si, esse é o chamado para voltar para o chão, para o corpo, para a vida.
Vamos juntos?
CLAUDIA VELOSO_ CORPOTERAPIA®
Quer se conectar consigo? Clique abaixo para adquirir o curso. Seu corpo merece esse reencontro.
Você é do tipo que evita conflitos, engole o choro, diz “tá tudo bem” mesmo quando não está? Ou faz parte do time que explode por qualquer motivo, perde o controle, se arrepende depois, mas não consegue evitar?
Essas duas formas de lidar com a raiva — engolir ou explodir — parecem opostas, mas na verdade têm a mesma origem: a dificuldade de expressar as emoções de maneira saudável.
Na Terapia Corporal, aprendemos que emoções como a raiva não desaparecem só porque tentamos ignorá-las. Pelo contrário: elas se acumulam no corpo, e, quando não encontram uma via de expressão adequada, acabam saindo por caminhos distorcidos.
Quem engole a raiva pode se tornar aquela pessoa “boazinha demais”, que diz sim para tudo, mas carrega tensão constante no corpo, fadiga, dores psicossomáticas, e até sintomas de ansiedade e depressão. Essa energia reprimida vai se cristalizando em forma de rigidez muscular e bloqueios emocionais.
Já quem explode com facilidade também está enfrentando um bloqueio: o da regulação emocional. Quando o corpo está sobrecarregado, qualquer gatilho é suficiente para liberar uma descarga intensa e desproporcional. E, muitas vezes, o problema não está no que aconteceu, mas no acúmulo que já vinha de antes.
Em ambos os casos, a raiz é a mesma: falta de um canal consciente para dar vazão à emoção.
A boa notícia? Existe saída.
A raiva não é vilã — ela é uma força vital poderosa, que faz parte da chamada agressividade positiva. É essa energia que nos impulsiona para a ação, nos ajuda a colocar limites, dizer “não”, buscar nossos objetivos e lutar pelo que acreditamos.
Como disse Alexander Lowen, “a raiva é uma força de vida positiva com fortes propriedades curativas”. E o corpo sabe disso — ele só precisa de um caminho seguro para liberar essa energia de forma consciente.
💥 No Curso Online de Movimentos Terapêuticos, você vai aprender exatamente isso:
Como reconhecer e liberar emoções reprimidas como a raiva, o medo e a dor
Como descarregar o excesso de energia emocional sem causar danos a si ou aos outros
Como trazer leveza, equilíbrio e vitalidade de volta ao corpo
Nesse curso, você vai encontrar práticas corporais para liberar a raiva, o medo, a dor e outras emoções que muitas vezes ficam congeladas no corpo. São movimentos acessíveis, profundos e transformadores, que te ajudarão a restaurar o fluxo saudável de energia emocional e a viver com mais autenticidade e presença.
A raiva não precisa ser engolida nem explodida. Ela pode ser sentida, expressada e transformada.
Se você quer se relacionar melhor com suas emoções, cultivar mais presença e autenticidade no seu corpo e na sua vida, te convido a conhecer o curso.
📩 Se quiser saber mais sobre o curso ou tirar dúvidas, entre em contato. Vamos conversar sobre como liberar essa força de vida que existe dentro de você!
CLAUDIA VELOSO_ CORPOTERAPIA®
A árvore é um dos símbolos mais antigos e universais da humanidade. Ela representa a vida em constante transformação, o equilíbrio entre enraizamento e crescimento, nascimento e renovação. Conectada à terra, mas em direção ao céu, ela espelha a jornada humana entre corpo e consciência. Foi por isso que escolhi a árvore como símbolo do meu trabalho com a Terapia Corporal e com o Movimento Terapêutico: porque ela expressa, em forma viva, a sabedoria do corpo.
Muitas tradições filosóficas e espirituais falam da árvore da vida como um mapa simbólico do ser humano. No corpo, esse mapa começa na planta dos pés — que se assemelha a uma semente — e se estende até o topo da cabeça. Assim como uma árvore precisa de raízes fortes, de um tronco estável e de galhos livres para se expandir, o ser humano também precisa desses três níveis bem integrados para florescer.
No Movimento Terapêutico, as raízes correspondem ao nosso contato com o chão, à nossa estrutura básica de sustentação. Isso é o que chamamos de ajuste tensional. As tensões musculares crônicas, muitas vezes inconscientes, nos impedem de sentir segurança e presença no corpo. Através de movimentos específicos, respiratórios e de descarga, é possível reorganizar esse tônus muscular, trazendo uma base mais sólida e flexível para o corpo existir.
É aqui que entra o conceito de grounding, muito valorizado na psicoterapia corporal reichiana: estar enraizado significa ter os pés bem assentados no chão da realidade, estar conectado ao presente, à terra e às próprias emoções. Como lembra Leloup (2011), “se as raízes são sadias, toda árvore é sadia”. No corpo, isso começa pelos pés — nossas raízes na terra — que sustentam toda a estrutura acima.
Tronco: O Ajuste Metabólico e a Regulação InternaO tronco representa o eixo central do corpo — a coluna, o abdômen, o tórax — e se relaciona com o ajuste metabólico. Aqui, o Movimento Terapêutico atua na regulação do fluxo interno, no equilíbrio entre ativação e repouso, entre inspiração e expiração, entre digestão e eliminação. É a área em que se localizam os órgãos vitais e onde pulsa a energia que nos mantém vivos.
Através de movimentos que estimulam a fáscia, a respiração diafragmática e o contato consciente com o eixo corporal, é possível reorganizar esse centro e ativar os processos de autorregulação. O tronco é o canal por onde sobe a seiva — ou a energia vital — que alimenta a expansão da vida. Manter esse eixo fluido e disponível é essencial para o equilíbrio emocional e físico.
Por fim, os galhos representam o nosso campo sensorial e perceptivo — a forma como sentimos, nos expressamos e nos abrimos ao mundo. No Movimento Terapêutico, isso se relaciona ao ajuste sensorial, à ampliação da percepção do corpo e ao acesso às emoções que muitas vezes estão aprisionadas em padrões inconscientes.
Com movimentos que exploram o espaço, o toque, o olhar e a respiração plena, os galhos podem “se abrir” — permitindo que o corpo acesse novas possibilidades de expressão, prazer e contato com o mundo. São os galhos que florescem e frutificam, assim como nossas vivências quando estamos integrados e disponíveis.
Assim como a árvore, o corpo é um sistema vivo que pulsa, sente, cresce e se transforma. Ele guarda memórias, tensões e potências. E quando cuidamos dele com atenção, abrimos espaço para que sua inteligência natural floresça. O Movimento Terapêutico é uma prática que honra essa sabedoria da natureza, permitindo que o corpo encontre seu caminho de volta ao equilíbrio — da raiz ao topo.
A pergunta de Leloup ressoa profundamente: "Quais são as nossas raízes?" Talvez o caminho para responder a essa pergunta não esteja apenas na mente, mas no corpo. E o Movimento Terapêutico pode ser essa trilha de volta para casa.

CLAUDIA VELOSO _ CORPOTERAPIA®
LELOUP, J. O corpo e seus símbolos: uma antropologia essencial. 19. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011.
Wilhelm Reich é considerado o pai das Psicoterapias Corporais no Ocidente. A Psicoterapia Corporal parte do princípio de que mente e corpo formam uma unidade indissociável, atuando de forma integrada na experiência humana.
Médico, psicanalista e cientista natural, Reich rompeu com a Psicanálise freudiana ao perceber a importância de incluir o corpo na clínica – entre outras divergências conceituais com Freud. Observando que as resistências e neuroses dos pacientes se manifestavam também no corpo, Reich desenvolveu três abordagens terapêuticas ao longo de sua trajetória pós-psicanalítica:
Essas três abordagens representam um continuum em sua obra, com evolução metodológica e a introdução de novas concepções filosóficas, científicas e clínicas.
A partir das descobertas de Reich, diversas abordagens terapêuticas corporais foram desenvolvidas, muitas delas denominadas neo-reichianas. As mais conhecidas incluem:

Além das abordagens de base reichiana, outras linhas corporais contemporâneas também se destacam no campo terapêutico:
Enfim, o corpo é uma via essencial de acesso à experiência emocional, à memória e à transformação terapêutica. Graças a Reich e aos desenvolvimentos posteriores, a Psicoterapia Corporal hoje se apresenta como um campo rico, diverso e profundamente transformador, oferecendo múltiplos caminhos para o autoconhecimento, a cura de traumas e o florescimento do ser.
Claudia Veloso - Corpoterapia®
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